A linguagem e a vida são uma coisa
só. Quem não fizer do idioma o
espelho de sua personalidade não
vive; e como a vida é uma corrente
contínua, a linguagem também
deve evoluir constantemente. Isto
significa que como escritor devo
me prestar contas de cada palavra
e considerar cada palavra o tempo
necessário até ela ser novamente
vida. O idioma é a única porta para
o infinito, mas infelizmente está
oculto sob a montanha de cinzas.
Guimarães Rosa
(Catálogo da instalação Grande Sertão: Veredas,
Museu da Língua Portuguesa - 2006)
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