Um dos maiores expoentes da poesia marginal
e da chamada "geração mimeográfo", Nicolas Behr
lança "Laranja Seleta", antologia de sua densa
(e anárquica) obra recém-publicada pela Editora Língua Geral.
Terça-feira, 27 de novembro, 18:30 horas,
nos jardins internos do Palácio das Artes.
ENTRADA FRANCA!
Alguns poemetos de Nicolas Behr como aperitivo:
***
tô de saco cheio
desse vazio
(Iogurte com Farinha, 1977)
***
se é para o bem de todos
e felicidade geral da nação
diga ao povo que o buraco
é mais embaixo
(Caroço de Goiaba, 1978)
***
os três poderes
são um só:
o deles
(Brasiléia Desvairada, 1979)
***
nem tudo que é torto é errado
veja as pernas do garrincha
e as árvores do cerrado
(Beijo da Hiena, 1993)
nem tudo que é torto é errado
veja as pernas do garrincha
e as árvores do cerrado
(Beijo da Hiena, 1993)


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