10 de nov. de 2007

now sem rumo

estamos numa nau sem rumo
sem âncora bússola prumo
a singrar mares de minas
nunca dantes existentes
a remover pedras de
caminhos drummondianos
em busca do claro enigma
trilhando as gentis sendas
de hélios pellegrinos
à cata de minérios domados
plantando alhos e bugalhos
nos campos de paulo mendes
colhendo encontros marcados
sabinos, rubiões & ziraldos
elos partidos de ottos laras
tutaméias roseanas
veredas hipotrélicas
do grande sertão
now, estamos
todos a navegar
no mesmo barco à deriva
a conspirar qual tiradentes
contra o rito sumário das derramas
que tiram um terço do nosso salário
a proclamar uma nova rés pública
seguindo ideais de tancredos
e d’outros menestréis
sem culpas ou medos
a arquitetar
jkafkanianas
utopias
brasílias
fantasias
ilhas
!!!
!!
!


Do livro “Pátria Que Pariu”,
de José Edward

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